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Robôs, lives e internet bloqueada: os bastidores da cobertura do g1 no Salão de Pequim

Robôs e internet bloqueada: os bastidores da cobertura do Salão de Pequim O Salão do Automóvel de Pequim tem muitos superlativos, e um deles ajuda a dimensionar o tamanho do evento quando comparado ao Salão de São Paulo: a área total dos pavilhões na China era quase seis vezes maior que a da capital paulista: 380 mil metros quadrados contra 64 mil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Esse espaço foi suficiente para abrigar: 1.451 veículos em exposição; 181 lançamentos; 71 carros-conceito apresentados. (O repórter viajou para o evento a convite da Leapmotor e GWM.) Houve conteúdo de sobra para cerca de 890 mil visitantes. Uma parcela significativa deles adotou uma prática bastante popular na China: transmissões ao vivo. Em vez de câmeras dedicadas à produção de fotos ou vídeos, o que mais chamava a atenção de quem circulava pelos estandes era o uso de transmissões ao vivo, em um formato bastante peculiar. Lives borbulhavam no estandes do Salão de Pequim André Fogaça/g1 O cenário se repetia: um tripé compacto, com haste elevada até o rosto do apresentador, um celular apontado para o carro, outro na mão com informações e uma narração contínua, acompanhada por comentários do público na tela. Do apresentador, só a voz e, em raras oportunidades, o braço aparecia para apontar algum detalhe. O objetivo ia além de apresentar as novidades e qualidades do modelo. A ideia era vender o carro ali mesmo, com cupons que garantiam benefícios ao comprador e comissão ao vendedor. Eram muitos, dezenas alinhados em frente aos estandes. A maioria usava o esquema simples, mas os mais estruturados, que eram raros, contavam com equipes de vídeo, câmeras profissionais e até aparições em cena, em um formato que lembrava programas de vendas na TV. Bastava o estande exibir alguma novidade — afinal, lançamentos representavam apenas 12% do total de carros expostos — para que as transmissões ao vivo se multiplicassem. Lives para uns, luta constante para outros Um ponto importante para entender a situação descrita a seguir: nenhum dos celulares observados pela reportagem estava conectado a uma rede Wi-Fi durante as lives. Todos usavam exclusivamente a rede de telefonia móvel e exibiam excelente qualidade de conexão. Essa fartura de dados, porém, não se confirmou para estrangeiros. O responsável por essa situação é o chamado Grande Firewall da China, uma política do governo que restringe o acesso à internet para quem está no país — sejam chineses ou visitantes de fora. Em resumo, serviços muito populares fora da China simplesmente não funcionam no país, como Facebook, Instagram, WhatsApp, Telegram, Google, Waze, YouTube e X. O uso de uma VPN — ferramenta que simula uma conexão a partir de outro país — contorna o bloqueio, mas cria novos problemas. O principal deles é a queda brusca na velocidade da conexão. Durante a cobertura do salão, a reportagem recorreu a esse tipo de ferramenta e um vídeo de apenas dois minutos, que normalmente seria enviado em segundos, levou mais de uma hora para chegar ao destino. Conexão lenta e instável eram regra dentro da China André Fogaça/g1 E não foi só com vídeos. Publicar um texto também passou a exigir muito mais tempo, e o envio de uma única foto podia levar vários minutos. Esse atraso não significa apenas esperar: representa menos tempo circulando pelo evento, menor autonomia da bateria do notebook e mais tempo procurando tomadas — que eram raras, concentradas em áreas VIP dos estandes e bastante disputadas. Tudo isso acontecia enquanto a legião de criadores de conteúdo desfrutava de conexão abundante para realizar as transmissões ao vivo, sempre com carregadores externos conectados para evitar que a bateria do celular acabasse. Vale destacar que essas transmissões acontecem em redes sociais chinesas, como Weibo e WeChat, por isso não são afetadas pelo bloqueio. Instagram e YouTube ficam fora dessa equação. A limitação da internet é uma realidade desde o momento em que se pisa na China até a hora de ir embora. Trocar para o Wi-Fi não melhora a situação. A VPN provoca a mesma queda na velocidade da internet, e redes públicas de Wi-Fi praticamente não existiam dentro dos pavilhões. Idioma ainda é uma questão O avanço da China no mercado internacional é uma realidade que vai muito além dos automóveis. São marcas de televisores, celulares, carros, geladeiras, micro-ondas e uma infinidade de produtos que chegam ao Brasil e a diversos outros países. Com isso, fica evidente a intenção da China de dialogar com o mundo. Essa preocupação era visível no próprio centro de convenções, que reunia restaurantes de comida tradicional chinesa e unidades completas de redes internacionais como McDonald’s, Pizza Hut e Starbucks. No entanto, apesar de os pavilhões contarem com placas de orientação em inglês, logo abaixo do chinês, e de haver opções de comida ocidental para agradar visitantes estrangeiros, o atendimento não seguia a mesma lógica. Desde pedir um hambúrguer, um café ou uma pizza até conversar com alguém nos estandes das montadoras, quase tudo exigia o uso do celular e de algum aplicativo de tradução. Chegar às coletivas e encontrar o local das apresentações também dependia de um tradutor no celular, capaz de ouvir o que a outra pessoa dizia, exibir a tradução em português na tela e responder com uma voz sintética para que a conversa pudesse seguir. Até as próprias coletivas eram realizadas em chinês. Felizmente, algumas marcas com presença internacional ofereciam tradução simultânea por meio de fones de ouvido. Ainda assim, em certos casos, a impressão era de que a tradução não transmitia integralmente tudo o que o apresentador dizia no palco. Robôs, mas não por todos os lados Robôs estavam presentes, mas não eram muitos no Salão de Pequim André Fogaça/g1 Poucos dias antes do início do Salão de Pequim, a China promoveu uma meia maratona exclusiva para robôs. O vencedor foi desenvolvido pela Honor, criada pela Huawei, empresa que fabrica desde fones de ouvido até carros elétricos. O robô humanoide completou os 21 quilômetros em 50 minutos e 26 segundos, seis minutos e 16 segundos a menos que o tempo do ugandense Jacob Kiplimo. O atleta correu a mesma distância em cerca de 56 minutos e 42 segundos, em março, durante uma competição em Barcelona, na Espanha, e é o atual recordista mundial — ao menos entre os humanos. No hotel onde a reportagem ficou hospedada, pedidos de comida e entregas de encomendas chegavam à porta, levados por robôs e nunca por uma pessoa. Robô no hotel de Pequim era responsável por entregas aos quartos André Fogaça/g1 Estes robôs têm um formato simples, parecido com um caixote vertical, com olhos exibidos em uma tela, por onde o hóspede interage para confirmar o recebimento do item. No shopping ao lado do hotel, um robô era responsável pela limpeza do chão. Ele lembra os modelos já vendidos para uso doméstico, mas é maior, com mais de um metro de altura. Dentro dos pavilhões, porém, o cenário era diferente do que se via fora deles. Poucas empresas exibiam robôs em seus estandes e, na maioria dos casos, eles estavam ali apenas para atrair a atenção do público — não eram produtos desenvolvidos pelas próprias marcas. Uma das exceções foi o grupo Chery, que apresentou um robô humanoide avaliado em R$ 210 mil e um robô em forma de cão, por R$ 12 mil. Os dois já estão à venda na China, longe de qualquer ideia de futuro distante ou de ficção científica.
Ferrari Luce: primeiro elétrico da marca vira meme e é comparado a aspirador e mouse; veja os melhores

Memes reinventam a Ferrari Luce arte/g1 A Ferrari anunciou nesta semana os detalhes e o preço do Luce, seu primeiro carro totalmente elétrico. O modelo custa US$ 640 mil (cerca de R$ 3,2 milhões) e teve o visual desenvolvido por Jony Ive, designer conhecido por criar diversas gerações do iPhone, do MacBook e de outros produtos da Apple. A reação do público foi negativa e chegou a provocar uma forte queda nas ações da Ferrari no dia seguinte ao anúncio. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Os números técnicos não foram problema. O Luce tem quatro motores elétricos e potência total de 1.050 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 2,5 segundos, e o modelo alcança 200 km/h em apenas 6,8 segundos. A velocidade máxima chega a 310 km/h. O principal ponto de controvérsia é o visual, que se distancia dos traços clássicos dos superesportivos da Ferrari. Nas redes sociais, a reação foi imediata. Além das críticas, surgiram inúmeros memes que comparam o Luce a produtos como aspirador de pó, mouse de computador e até ao Fiat Multipla. Papa Leão XIV conhece Ferrari Luce de R$ 3,2 milhões e ganha volante O Multipla não foi lançado no Brasil, mas é considerado um dos modelos de visual mais exótico da marca. Veja os memes da Ferrari Luce: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text
Nova picape de Ana Castela tem modificações que podem ser irregulares, dizem especialistas

Ana Castela e sua RAM 3500 com modificações Reprodução / Instagram A cantora Ana Castela divulgou esta semana em suas redes sociais a customização que realizou em sua RAM 3500. A picape passou por uma oficina especializada em Luziânia (GO) e teve alterações na suspensão, conjunto de rodas e pneus, iluminação e adereços estéticos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em uma das postagens, um vídeo mostra a picape circulando em via pública. Algumas dessas alterações são vetadas pela legislação e outras precisam ser legalizadas junto aos órgãos de trânsito e constar no documento. O g1 procurou especialistas para explicar os riscos dessas modificações, o que diz a legislação e quais alterações podem ser legalizadas. Segundo Jefferson Leão Pires, da Poliszezuk Advogados, um veículo modificado dentro de propriedade privada não infringe, a princípio, a legislação. “O problema jurídico surge quando o veículo é colocado em circulação sem atender às exigências legais de segurança, documentação e regularização”, explica. RAM 3500 modificada de Ana Castela apareceu em vídeos circulando em vias públicas Reprodução / Instagram O proprietário não pode fazer ou mandar fazer modificações nas características de fábrica do veículo sem prévia autorização da autoridade competente. Isso está no artigo 98 do Código Brasileiro de Trânsito (CTB). O advogado explica que existe uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que estabelece que as modificações permitidas dependem, conforme o caso, de autorização prévia. Agora no g1 Também é necessária inspeção de segurança veicular, emissão de Certificado de Segurança Veicular, nota fiscal da modificação e posterior anotação no cadastro e no CRLV-e “Portanto, a suspensão modificada, por exemplo, pode ser legalizada, mas não basta instalar o kit e circular. A alteração precisa passar pelo procedimento administrativo e técnico exigido”, diz Pires. O próprio Contran prevê que veículos com suspensão modificada devem observar limites técnicos e que a altura livre do solo deve constar no campo de observações do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV-e). Rodas e pneus “para fora” RAM 3500 da cantora Ana Castela com rodas e pneus customizados Reprodução / Instagram Segundo Daniela Poli Vlavianos, sócia do Poli Advogados e Associados, as modificações exibidas na picape podem, em tese, configurar infrações de trânsito e irregularidades administrativas. Dependeria da forma de instalação, regularização e efetiva circulação do veículo em vias públicas. “No caso das rodas e pneus que ultrapassam os limites dos para-lamas, há forte indicativo de irregularidade”, diz a advogada. A legislação brasileira exige que os pneus estejam cobertos pelos para-lamas, justamente para evitar arremesso de pedras, água, lama e detritos contra outros veículos, motociclistas e pedestres, explica a especialista. “Quando os pneus excedem a largura da carroceria sem a devida proteção, a alteração pode ser considerada irregular e incompatível com os requisitos de segurança veicular”, diz Daniela. No caso de alguns carros customizados com rodas mais largas, a solução é alargar os para-lamas ou instalar apliques que cobrem a parte excedente do pneu. Para-lamas devem cobrir o conjunto de roda e pneu Arte / g1 Luzes fora de especificação As luzes coloridas instaladas na grade dianteira e as luzes sob o veículo ou atrás das rodas também podem configurar irregularidade, explica a advogada. “A legislação brasileira restringe o uso de dispositivos luminosos que possam comprometer a identificação do veículo, confundir outros motoristas ou prejudicar a sinalização oficial prevista pelo sistema nacional de trânsito”, diz Daniela. Segundo o advogado Jefferson Leão Pires, o Contran estabelece especificamente quais os equipamentos obrigatórios e as cores admitidas para o sistema de iluminação de um veículo. RAM 3500 modificada de Ana Castela com luzes na grade e sob o veículo Reprodução / Instagram A lógica, de acordo com o especialista, é padronizar sinais luminosos para que os demais condutores, pedestres e agentes de trânsito compreendam rapidamente a posição, sentido, frenagem e intenção de manobra do veículo. Nesse ponto, o CTB tem um artigo que trata de “conduzir veículo com equipamento do sistema de iluminação e sinalização alterado”, e outro artigo que descreve quando “houver equipamento ou acessório proibido, a depender da constatação feita pela fiscalização”. Multas Daniela explica que as infrações relacionadas à alteração irregular de característica do veículo normalmente são classificadas como graves, com aplicação de multa, pontuação na CNH e retenção do veículo para regularização. “Dependendo da irregularidade identificada, também pode haver reprovação em vistoria, impedimento de licenciamento, apreensão administrativa de equipamentos e necessidade de retorno às condições originais’, diz. Em situações mais graves, conta Daniela, especialmente quando houver comprometimento efetivo da segurança viária, o veículo pode ser removido até regularização. No CTB, multas graves são fixadas atualmente em R$ 195,23 e geram 5 pontos na carteira do motorista. “O alerta ao público é que customização automotiva não é proibida por si só, mas existe uma diferença grande entre modificar um veículo para exposição, filmagem ou uso privado e colocá-lo para circular em via pública”, diz Pires. A reportagem do g1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da cantora Ana Castela e perguntou sobre as modificações da RAM 3550 e se elas estavam legalizadas. Até o momento as perguntas não foram respondidas. A reportagem do g1 também entrou em contato com o Detran de Goiás, onde a picape da Ana Castela foi filmada em vias públicas. As perguntas foram a respeito da fiscalização e da situação das picapes que aparecem no vídeo. Até o momento as perguntas não foram respondidas.