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ID.4, primeiro carro 100% elétrico da Volkswagen a ser vendido no Brasil Volkswagen/Divulgação A Volkswagen lança nesta quinta-feira (15) o ID.4, primeiro carro 100% elétrico da marca a ser vendido no Brasil. O presidente e CEO da montadora no país, Ciro Possobom, participa de um evento de lançamento em Campinas (SP), a partir das 19h. O lançamento ocorrerá simultaneamente em todo o país. Em Campinas, será em uma concessionária na Avenida das Amoreiras. As vendas começam na mesma data, com preço anunciado de R$ 299.990. O ID.4 já estava disponível no Brasil desde 2023, mas apenas por meio de um programa de assinatura. Agora, o modelo passa a ser vendido diretamente aos consumidores. Como é o carro elétrico? Como carros elétricos e montadoras chinesas redesenham a indústria automotiva brasileira O ID.4 é um SUV com motor elétrico de 286 cavalos de potência e autonomia de 389 quilômetros, segundo medição do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). LEIA TAMBÉM: Recém-lançado no Brasil, SUV da Volkswagen já vai mudar de design e nome para ID.Tiguan Virada de chave: como carros elétricos e montadoras chinesas redesenham a indústria automotiva brasileira De acordo com a Volkswagen, a bateria pode passar de 10% para 80% da carga em cerca de 25 minutos, com o uso de um carregador rápido. O veículo tem espaço para cinco pessoas, porta-malas de 533 litros, central multimídia de 12,9 polegadas e sistemas de assistência ao motorista. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

Ford F-150 2024 Divulgação | Ford A Ford anunciou nesta quarta-feira (14) um recall envolvendo picapes F-150, modelos 2023 a 2026, devido a uma falha no processo de montagem das cintas de fixação do tanque de combustível. A montadora informou que as cintas podem não ter sido encaixadas corretamente na estrutura do veículo. Essa fixação insuficiente pode causar o vazamento de combustível, o que aumenta o risco de incêndio. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A falha também pode provocar o desligamento repentino do motor com a picape em movimento. Em situações extremas, caso o tanque se desprenda durante o uso do veículo, há risco de acidentes, com possibilidade de danos físicos e risco de morte aos ocupantes e a terceiros. A solução adotada pela empresa é a inspeção e, caso seja necessário, a substituição gratuita das cintas. O tempo previsto para o atendimento é de aproximadamente 30 minutos. Agora no g1 Os proprietários dos veículos envolvidos já podem agendar o serviço. A reportagem do g1 entrou em contato com a Ford do Brasil para saber quantas unidades da picape estão envolvidas. A empresa ainda não respondeu. Veja os chassis envolvidos: Modelos 2023: 1FTFW1E55PFC08949 (produzido em 24 de junho de 2023) e 1FTFW1E59PFC16598 (produzido em 13 de julho de 2023). Modelos 2024: Finais de RFB76740 até RFC06031 (produzidos entre 11 de setembro de 2024 e 25 de outubro de 2025). Modelos 2025: Finais de SFA78535 até SFC65449 (produzidos entre 1º de abril de 2025 e 1º de dezembro de 2025). Modelos 2026: Finais de TFA42762 até TFC11542 (produzidos entre 26 de janeiro de 2026 e 25 de agosto de 2026). Veja outros recalls da Ford em 2026: Ford do Brasil faz recall de Bronco Sport e Maverick e pede que unidades afetadas não sejam dirigidas Ford do Brasil faz recall de Mustang por falhas elétricas; reparo será feito em 2027 Ford do Brasil faz recall da Ranger 2.0 modelo 2027 por possível falha em freios Ford do Brasil faz recall da Ranger Raptor por possível problema em airbags laterais Ford do Brasil faz recall de Ranger por falha no escape; reparo será feito só em 2027 Ford do Brasil adianta a inspeção por recall de 1.371 unidades do Mustang

Carros elétricos dão mais enjoo? Getty Images/Halfpoint Images Lola Baird acaba de pedir ao namorado para encostar o carro. Quarenta minutos depois do início da viagem, ela se sente nauseada e vomita no chão, ao lado do veículo. Lola, de 24 anos, nunca tinha sofrido de enjoo de movimento até que seu namorado comprou um carro elétrico há dois anos. Desde então, ela sente muita náusea quando ele a leva em viagens longas de carro, na Inglaterra. A situação ficou tão grave que ela até pediu para ele trocar de carro. Lola não está sozinha. Outras pessoas disseram à BBC News que elas ou seus filhos sentem mais enjoo quando viajam como passageiros em um veículo elétrico. Agora no g1 Ao mesmo tempo, muitos motoristas de veículos elétricos dizem que isso não tem sido um problema. Então, o que poderia explicar esses relatos de enjoo de movimento? A pesquisadora Irene Di Giulio, professora sênior de anatomia e biomecânica do King's College London, cuja pesquisa inclui o tema da cinetose (enjoo de movimento), afirma que os estudos realizados até o momento sugerem que algumas pessoas experimentam cinetose mais severa em veículos elétricos do que em veículos não elétricos. É algo que o médico Nicholas Hac, neurologista da Northwestern Medicine em Chicago, nos EUA, e especializado em tontura e vertigem, também ouviu de alguns de seus pacientes. "Eles simplesmente percebem que são muito mais propensos a enjoar em veículos elétricos", diz ele. "Já ouvi falar disso muitas, muitas, muitas vezes", acrescenta, dizendo que cerca de dois pacientes por mês mencionam especificamente a sensação de enjoo em veículos elétricos. Mas a investigação sobre uma possível ligação entre enjoos e carros elétricos ainda está em fase inicial, e alguns acadêmicos afirmam que não existem provas suficientes para afirmar algo definitivo. Bill Yates, que pesquisou sobre enjoo de movimento na Universidade de Pittsburgh, nos EUA, afirma que o conjunto de pesquisas ainda é "bastante superficial". "Existem algumas informações anedóticas, mas ainda não foram realizados muitos estudos sérios e abrangentes", afirma ele. Lola Baird percebeu que se sentia mal tanto em táxis elétricos quanto no carro do namorado. "Comecei a juntar as peças", diz ela. Lola Baird 'É maravilhoso dirigir... mas minha filha passa mal' Quando Mark Quigg estava analisando opções para um carro novo no ano passado, um veículo elétrico pareceu a melhor escolha devido aos menores custos de manutenção. Mark, de 45 anos, de Lincolnshire, na Inglaterra, diz que seu novo e reluzente veículo elétrico tem sido "maravilhoso" de dirigir, mas ele logo percebeu que o enjoo de sua filha de nove anos piorou muito dentro dele. Antes, ela só enjoava nas viagens longas até a França durante as férias escolares, mas agora ele diz que até mesmo uma viagem de 30 minutos até a cidade mais próxima faz com que sua filha se sinta mal. Em uma viagem recente, ele conta que sua filha chegou a vomitar, algo que nunca havia acontecido antes. A cinetose não afeta todos os passageiros de veículos elétricos — muitos proprietários entraram em contato com a BBC News para dizer que eles e seus familiares não enjoam em veículos elétricos. Outros disseram que se sentem menos enjoados em veículos elétricos em comparação com carros tradicionais com motor a combustão. Mark Quigg afirma que os carros elétricos proporcionam uma "experiência de condução maravilhosa para mim, pessoalmente, porque são muito mais silenciosos" Mark Quigg Vicky Edmonds, CEO da EVA England, uma associação de condutores de veículos elétricos, afirma que o enjoo de movimento não é uma preocupação entre os seus membros. "Isso nunca surgiu como um problema", diz ela. Mas a fabricante chinesa de veículos elétricos XPeng, que possui concessionárias em todo o Reino Unido, já abordou publicamente a questão, dizendo às pessoas que notaram uma ligação entre veículos elétricos e enjoo em viagens que se trata de "uma pergunta pertinente e não é imaginação sua". A empresa acrescenta que o enjoo é causado por "efeitos colaterais da forma como os carros elétricos são projetados". O que poderia estar causando isso? A cinetose é causada por "uma discrepância nos sinais sensoriais", diz o neurologista Hac. Nossos corpos dependem de três principais estímulos sensoriais para perceber que estamos nos movendo: o que vemos, o que o sistema de equilíbrio do nosso ouvido interno percebe e o que as fibras do nosso corpo sentem, explica ele. Quando um desses estímulos entra em conflito com os outros — como quando você está olhando para o celular e não vê os sinais visuais de movimento pela janela —, isso pode causar cinetose. Pesquisas sugerem vários motivos pelos quais isso pode ser mais grave em veículos elétricos. Especialistas explicam que os humanos se adaptaram a associar o som ao movimento em veículos. Como os veículos elétricos não possuem os sinais sonoros e as vibrações do motor aos quais estamos acostumados, que indicam quando o carro está acelerando, isso pode desencadear enjoo, afirma Di Giulio. Outro motivo é a frenagem regenerativa, processo pelo qual, quando o motorista solta o acelerador, o motor do carro elétrico começa a funcionar como um gerador. Isso cria resistência que desacelera o carro e também produz eletricidade que pode ser armazenada na bateria. O acelerador precisa ser solto suavemente, caso contrário, pode causar uma desaceleração brusca. "Isso força a pessoa a talvez sentir como se estivesse balançando para frente e para trás naquele breve momento em que a velocidade do carro muda repentinamente", diz Hac. Carolyn Le, de 24 anos, da Califórnia, percebeu isso. Ela diz que sente um enjoo "horrível" quando seu amigo a leva em seu veículo elétrico em cidades movimentadas. A frenagem regenerativa faz com que "a sensação seja de que o carro está parando o tempo todo". Os veículos elétricos também podem acelerar e desacelerar muito mais rapidamente do que os carros convencionais a combustão, o que, segundo Di Giulio, pode causar enjoo. "É realmente horrível", diz Carolyn Le, que culpa a frenagem regenerativa por seu enjoo de movimento. Carolyn Le Edmonds, da EVA Inglaterra, afirma que os avanços no design de veículos elétricos os tornaram mais eficientes na moderação da aceleração, evitando que ganhem velocidade tão rapidamente. Ela acrescenta que a associação acredita que o enjoo em veículos elétricos é causado por "outros fatores", como o estilo de condução do motorista, e não pelo próprio veículo. Algumas características dos carros elétricos podem parecer estranhas aos motoristas no início, acrescenta Mike Hawes, diretor-executivo da associação britânica da indústria automotiva Society of Motor Manufacturers. Ele afirma que os veículos elétricos podem oferecer uma experiência de condução diferente. "No entanto, os condutores normalmente adaptam-se rapidamente a essas características, e muitos modelos também permitem que a frenagem regenerativa seja ajustada às preferências individuais." Algumas pessoas são simplesmente mais propensas a enjoos de movimento, e a genética tem a maior influência nisso, de acordo com Hac, sendo que especialistas afirmam que mulheres e crianças são mais suscetíveis. A cinetose (enjoo de movimento) geralmente atinge o pico entre os 8 e os 10 anos de idade, diminuindo posteriormente com maior exposição, afirma o professor John Golding, que pesquisou o assunto na Universidade de Westminster, na Marinha Real Britânica e na Força Aérea Real Britânica. Como lidar com os enjoos Com o aumento da sua popularidade, evitar veículos elétricos pode ser um desafio: o número de novos carros com emissão zero registados no Reino Unido aumentou 40,5% entre abril e junho de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, segundo os dados mais recentes do Departamento de Transportes. No final de junho de 2026, 5,8% de todos os carros licenciados nas estradas do Reino Unido eram veículos com emissão zero, segundo os dados. A venda de carros novos movidos exclusivamente a gasolina ou diesel deverá ser proibida a partir de 2030. Lucinda Harrison, de 24 anos, de Londres, diz que frequentemente reserva táxis que acabam sendo veículos elétricos e tem que suportar a viagem sentindo-se enjoada, suada e com a pele pegajosa. A ideia de viajar em um veículo elétrico a deixa apavorada, diz ela. Recentemente, até mesmo uma simples carona de cinco minutos da casa de um colega até uma estação de metrô foi suficiente para fazê-la se sentir "horrível". Especialistas afirmam que existem diversas medidas que os passageiros podem tomar para reduzir a sensação de enjoo durante o movimento. Olhar pela janela pode aliviar o enjoo Getty Images/Cyndi Monaghan Olhe pela janela da frente e não olhe para o seu celular nem leia um livro. Se possível, sente-se no banco do passageiro da frente em vez do banco de trás. Caso precise sentar-se no banco de trás, opte pelo assento do meio para que ainda possa ver pela janela da frente. Mantenha a cabeça imóvel, apoiando-a no encosto de cabeça. Recline o seu assento Regule sua respiração Abra a janela para deixar entrar ar fresco. Tome comprimidos para enjoo de viagem, se necessário, embora estes possam causar sonolência. Antes de uma longa viagem, certifique-se de estar hidratado, ter dormido bem e ter consumido alimentos não gordurosos. Especialistas também afirmam que podemos nos dessensibilizar ao enjoo de movimento com a exposição prolongada. Quanto mais viagens você fizer em veículos elétricos, menor será a probabilidade de sentir enjoo, à medida que seu corpo se adapta, diz Golding. Existem também medidas que as montadoras podem tomar para aliviar o enjoo em veículos elétricos, afirma Cyriel Diels, professor de design de mobilidade do Royal College of Art. Essas medidas incluem softwares que suavizam a aceleração rápida, sistemas de som e vibrações sutis nos assentos para sinalizar aos passageiros que o carro está em movimento, além de frenagem regenerativa adaptativa que reduz a desaceleração repentina. Em alguns veículos elétricos, a frenagem regenerativa também pode ser desativada. Matt Adams, da BEAMA, que representa os fabricantes britânicos de pontos de carregamento para veículos elétricos, afirma estar confiante de que "se pesquisas futuras identificarem a causa do enjoo em viagens de carro, os fabricantes de veículos poderão responder e melhorar seus produtos". Mas, para Lola, o que ela mais quer é que o namorado troque de carro. Ela diz que esse dia não chega nunca.








