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Para ser modificado, escapamento de moto precisa estar dentro do que permite lei Sérgio Oliveira/EPTV A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) um projeto de lei que quer endurecer as punições para motoristas e motociclistas flagrados com escapamentos adulterados para produzir mais barulho. A proposta prevê o enquadramento da infração como gravíssima (hoje é classificada como grave), com multa, retenção do veículo até a regularização e punições mais severas em caso de reincidência. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O projeto de lei agora segue para a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado na Câmara e no Senado. O texto em discussão alteraria o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para incluir de forma explícita os veículos com sistema de escapamento modificado para amplificação sonora. Pela proposta, quem for flagrado com descarga livre ou silenciador defeituoso, inoperante ou adulterado estará sujeito à penalidade máxima prevista para infrações de trânsito. A infração deixaria de ser grave e passaria a ser gravíssima. Os pontos na CNH subiriam de 5 para 7 pontos e a multa sairia de R$ 195 para R$ 293. Agora no g1 Em caso de reincidência no período de 12 meses, a multa seria aplicada em dobro e o motorista poderia ter o direito de dirigir suspenso por seis meses. Além disso, segundo a proposta, a ocorrência deverá ser comunicada ao órgão ambiental competente para apuração de eventual crime de poluição sonora. O projeto também propõe alteração na Lei de Crimes Ambientais para incluir como infração a poluição sonora causada pela adulteração do sistema de escapamento de veículos automotores com o objetivo de produzir ruído acima dos limites legais. A comprovação, segundo o texto, poderá ser feita por meio de inspeção veicular ou medição técnica com decibelímetro. Escapamento da Gintani para Porsche 911 GT3 não tem silenciadores e aumenta ruído Divulgação / Gintani A proposta ainda prevê aumento da pena quando a infração ocorrer em áreas hospitalares, escolares ou residenciais entre 22h e 6h. Nesses casos, a punição poderá ser ampliada entre um terço e metade. De autoria do deputado Fausto Santos Jr. (União-AM), o projeto 4086/2025 foi apresentado com o argumento de que as penalidades atuais não têm sido suficientes para coibir a prática. "Escapamentos adulterados em motos frequentemente ultrapassam os 100 decibéis, equiparando-se ao som de disparos de armas de fogo. Tais ruídos causam não apenas desconforto, mas distúrbios psicológicos, problemas cardíacos, insônia e estresse crônico", justifica o deputado no projeto. Após a aprovação na comissão, o texto seguirá para análise das demais etapas de tramitação na Câmara antes de ser encaminhado ao Senado. Se aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República.

Volkswagen T-Cross Rock in Rio divulgação / Volkswagen A Volkswagen anunciou nesta quarta-feira (10) o T-Cross Rock in Rio, edição especial baseada na versão 200 TSI. O SUV tem detalhes visuais e adesivos exclusivos na carroceria. O interior é escurecido com sistema de som com 6 alto-falantes e logo nos bancos e painel. O preço não teve alteração na versão, custa R$ 142.990 mesmo com os itens extras. Segundo a Volkswagen, este é o preço praticado nas lojas no momento. No site da montadora, porém, o preço da configuração 200 TSI é de R$ 161.490. O modelo pode ser encomendado em quatro cores: vermelho, preto e duas opções de cinza. O modelo também tem nessa versão a fila iluminada na dianteira, que só estava disponível em versões mais caras. As maçanetas e retrovisores são escurecidos. Parachoques dianteiros também têm detalhes. As rodas são de 17 polegadas. Agora no g1 No visual, o T-Cross Rock in Rio se diferencia por uma série de elementos exclusivos inspirados no festival. A edição especial pode ser configurada em quatro cores, incluindo o Cinza Ascot, tonalidade normalmente reservada a versões mais caras do SUV. Dependendo da cor escolhida, a carroceria recebe acabamento em dois tons, com teto preto, além de adesivos temáticos espalhados pelas portas e tampa do porta-malas. O pacote ainda traz logotipos do Rock in Rio nas colunas traseiras, rodas de 17 polegadas diamantadas com acabamento escurecido, pneus Seal Inside e detalhes externos em preto, como retrovisores e maçanetas. A dianteira também ganha a faixa luminosa em LED integrada à grade, item normalmente presente apenas nas configurações mais sofisticadas do modelo. Volkswagen T-Cross Rock in Rio divulgação / Volkswagen Por dentro, a série especial aposta em uma ambientação exclusiva voltada ao universo da música. O teto recebe acabamento escurecido, enquanto os bancos ganham revestimento próprio com costuras azuis, detalhes vermelhos e a identidade visual do Rock in Rio. A assinatura do festival também aparece aplicada no painel dianteiro, do lado do passageiro. Para reforçar a proposta temática, a Volkswagen equipou o SUV com sistema de áudio composto por seis alto-falantes de série, além dos elementos decorativos exclusivos que diferenciam a cabine das demais versões do T-Cross. Cabine dp Volkswagen T-Cross Rock in Rio divulgação / Volkswagen A edição Rock in Rio será baseada exclusivamente na versão 200 TSI do T-Cross. O pacote mantém o conjunto mecânico dessa configuração, combinando o motor turbo 1.0 flex de três cilindros com transmissão automática de seis marchas. A potência é de 116 cv com gasolina e 128 cv com etanol. Além do trem de força já conhecido do SUV, a edição especial incorpora equipamentos normalmente encontrados nas variantes Highline e Extreme, ampliando o nível de conteúdo oferecido sem alterar a base mecânica do modelo.

BYD Atto 2 DM-i Divulgação / BYD As exportações chinesas de carros cresceram 73% em maio em relação a igual mês do ano anterior, alcançando cerca de 809 mil veículos, informou a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (CAAM, na sigla em inglês), nesta quarta-feira (10). O avanço ocorreu em meio ao aumento dos preços da gasolina e do diesel provocado pela guerra no Irã, o que elevou o interesse por veículos elétricos. A associação informou que as exportações de veículos totalmente elétricos e híbridos plug-in mais que dobraram em maio em relação a um ano antes, chegando a cerca de 435 mil unidades — mais da metade do total exportado. O resultado supera os cerca de 796 mil automóveis de passeio exportados em abril, segundo dados da própria CAAM. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça EUA acusam Baidu, Alibaba, BYD e outras de colaborar com Exército chinês BYD exibe maquete da nova picape que chega ao mercado para competir com Fiat Toro Montadoras chinesas, como a BYD, vêm acelerando sua expansão internacional, com foco em mercados da América Latina, Ásia e Europa, em um momento em que a demanda doméstica enfrenta pressões, em parte devido à redução dos incentivos governamentais para a troca de veículos convencionais por elétricos. As vendas de automóveis no mercado chinês caíram 23,4% em maio na comparação anual, para 1,44 milhão de unidades. Foi o sétimo mês consecutivo de queda. As vendas de veículos com motores de combustão interna — incluindo modelos movidos a gasolina e diesel — recuaram quase 42% em relação ao ano anterior, enquanto a participação dos elétricos continuou crescendo. Analistas do UBS esperam que as exportações anuais de automóveis de passeio da China cresçam cerca de 40% em 2026 em relação ao ano anterior, com as exportações de veículos elétricos podendo avançar cerca de 80%. “O alto preço do petróleo certamente se traduziu em um interesse ainda maior pelos veículos elétricos”, afirmou Paul Gong, chefe de pesquisa da indústria automotiva chinesa no UBS. Segundo Gong, as exportações de veículos da China surpreenderam positivamente nos primeiros meses do ano, enquanto as vendas domésticas ficaram abaixo do esperado. Claire Yuan, analista do setor automotivo da S&P Global Ratings, espera que as exportações chinesas de automóveis de passeio mantenham forte ritmo de crescimento em 2026 e projeta uma expansão entre 30% e 50% na comparação anual. Segundo o mais recente relatório anual sobre veículos elétricos da Agência Internacional de Energia (IEA), divulgado em maio, aproximadamente um em cada quatro carros novos vendidos no mundo no ano passado foi elétrico. A participação deve continuar crescendo neste ano, apesar de um início mais lento. A IEA estima que as vendas globais de veículos elétricos possam atingir 23 milhões de unidades e representar quase 30% de todos os carros vendidos em 2026. A China é atualmente a maior produtora mundial de veículos elétricos, abastecendo a maior parte da demanda global. A BYD, maior fabricante chinesa de veículos elétricos, vendeu mais de 160 mil veículos no exterior em maio, alta de 80% em relação ao mesmo período do ano anterior. A empresa pretende vender 1,5 milhão de veículos fora da China neste ano, mais de 40% acima dos 1,05 milhão comercializados em 2025. A montadora, sediada no sul da China, ultrapassou a Tesla no ano passado e se tornou a maior fabricante de veículos elétricos do mundo em volume de vendas. A expansão das vendas internacionais também pode melhorar a rentabilidade das montadoras chinesas, já que a intensa guerra de preços no mercado doméstico no ano passado reduziu as margens de lucro de muitas empresas do setor. Para Claire Yuan, da S&P, as vendas de automóveis na China podem ganhar força no segundo semestre, à medida que consumidores acelerem compras após o lançamento de novas linhas de veículos pelas montadoras.








