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Como anda o GAC GS3 O GAC GS3 marca não apenas a segunda leva de lançamentos da fabricante chinesa no Brasil, mas também uma nova fase: a chegada de um SUV a combustão em meio a tantos modelos asiáticos eletrificados. Seus objetivos são claros, de embolar uma das maiores disputas do mercado nacional. Com porte de SUV compacto, ele disputa mercado com Hyundai Creta, Volkswagen T-Cross e Honda HR-V, mas com preço inicial de R$ 139.990. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Esse preço o coloca abaixo das versões de entrada dos rivais diretos e pouco acima dos modelos de categoria inferior, os subcompactos. Veja abaixo alguns exemplos. Fiat Pulse Impetus Turbo: R$ 151.490; Renault Kardian Iconic, versão topo de linha: R$ 149.990; Volkswagen Tera Highline, versão topo de linha: R$ 144.390; Honda HR-V EX, versão de entrada: R$ 166.400; Hyundai Creta Comfort Safety, versão de entrada: R$ 156.590; Volkswagen T-Cross Sense, versão de entrada: R$ 161.490. GAC GS3 divulgação/GAC Além do preço, o GAC GS3 aposta em um motor 1.5 turbo, de 170 cv, enquanto os principais concorrentes usam blocos 1.0 turbo. A marca também tenta atrair clientes com visual esportivo e bom acabamento interno, com destaque para a enorme central multimídia de 14,5 polegadas. O g1 passou uma tarde com o GS3 para entender como um comprador acostumado a SUVs de marcas como Volkswagen e Hyundai pode se sentir ao volante de um modelo chinês. Veja abaixo as primeiras impressões. Visual chamativo. É difícil passar pelo GS3 sem dedicar alguns segundos ao visual. Ele faz questão de parecer esportivo, e essa proposta aparece de forma clara em quase todas as linhas, predominantemente retas. No desenho da carroceria, as curvas ficam restritas à lateral das portas, ao capô, pequeno difusor abaixo do vidro do porta-malas e ao teto. Todo o restante aposta em ângulos retos, incluindo a lanterna traseira, a luz de rodagem diurna e os espelhos laterais. GAC GS3 A proposta esportiva também aparece na parte inferior do para-choque traseiro, que traz difusores de ar posicionados entre ponteiras cromadas, solução visual comum em modelos de perfil mais esportivo como BMW M2, Golf GTI, Audi RS3 e um tanto de Porsches. E há outro traço herdado de muitos esportivos: o porta-malas pequeno, com apenas 341 litros. É um volume baixo até mesmo para um SUV compacto de entrada. Volkswagen Tera: 350 litros; Renault Kardian: 410 litros; Fiat Pulse: 370 litros. GAC GS3 divulgação/GAC Por outro lado, o espaço que falta para bagagens se reflete em mais conforto para as pernas de quem vai no banco traseiro. Um adulto de 1,90 metro não encosta os joelhos no banco da frente. Somado a isso, o túnel central quase plano ajuda a melhorar o conforto dos passageiros. Por dentro, o visual não é tão minimalista quanto outros chineses. Os botões físicos e ajustes manuais chamam a atenção porque estão cada vez mais raros. Por outro lado, a central multimídia e o painel digital — esse de sete polegadas — deixam clara a proposta moderna do carro, típica de chineses. Também foge do padrão em um SUV de quase R$ 140 mil o acabamento de bons materiais em quase todas as áreas ao alcance das mãos. Até a lateral do câmbio, área onde a perna costuma encostar, é revestida com material macio. Há diferentes texturas de acabamento, inclusive no plástico que envolve a área do câmbio. GAC GS3 divulgação/GAC Há um capricho também na ergonomia. Todos os controles e comandos do ar-condicionado estão onde devem estar: ao alcance dos dedos. Os botões têm textura, o que ajuda o motorista a identificá-los pelo tato, sem precisar desviar os olhos da estrada. Eles também são levemente inclinados, solução semelhante à usada pela Peugeot. Outro ponto que remete à marca francesa é o ângulo da central multimídia, voltada para o motorista. Ainda assim, o passageiro consegue ver o conteúdo sem dificuldade, já que a tela mantém cores e brilho mesmo quando observada de lado. Para o motorista, a visualização é completa sem a necessidade de virar muito o rosto. A sensação lembra a de uma tela levemente curvada de cinema, que permite enxergar todo o conteúdo com menos movimento da cabeça. GAC GS3 divulgação/GAC WhatsApp.mídia responde rapidamente, como se espera desse tipo de carro, mas falta um controle de volume dedicado para o passageiro. Quem vai ao lado precisa deslizar o dedo na tela para ajustar o som. Esse comando ocupa parte da tela e chega a cobrir o mapa, algo que também acontece quando a seta é acionada. Nesse momento, câmeras laterais exibem imagens dos pontos cegos, recurso semelhante ao usado pela Honda, mas disponível nos dois lados do GS3. Não é difícil perder uma saída na estrada, justamente porque o mapa não aparece na central, ocupada pela imagem da câmera da direita. A qualidade da imagem é excelente, mas acaba atrapalhando a navegação. Há, sim, um ajuste para evitar essa situação, e o formato mais largo dos retrovisores laterais ajuda a compensar a ausência de um sensor de ponto cego. Assim que outro carro surge no limite do espelho, ele já fica visível quando o motorista olha para o lado. GAC GS3 Falta brilho nas retomadas Apesar de o motor 1.5 turbo, mais forte que todos os concorrentes diretos, foi nas retomadas que o g1 sentiu pouca empolgação ao volante do GS3. Em arrancadas, como nas saídas de semáforo, o desempenho é muito bom, ajudado pelo torque disponível a partir de 1.500 giros. O GS3 se mostra ágil nesse cenário, mas em retomadas, como ao acelerar novamente a partir de 60 km/h, a sensação de esportividade diminui. Nessas situações, há um atraso proposital de quase dois segundos na resposta do GS3. O termo não é por acaso: o diretor de engenharia da GAC, Leonardo Lukacs, explicou que esse ajuste na resposta ao acelerar foi adotado para atender às regras de emissão de gases no Brasil. GAC GS3 divulgação/GAC Ele também explicou outros dois pontos que reduzem a esportividade sugerida pelo design do GS3: não há trocas manuais no câmbio de dupla embreagem, banhado a óleo, com sete marchas, nem saída de escapamento integrada às ponteiras cromadas — as saídas do escapamento ficam escondidas atrás das ponteiras, direcionadas para baixo. Segundo Leonardo Lukacs, a ausência de trocas manuais, seja pelo câmbio ou por aletas atrás do volante, foi uma decisão de projeto. “Se houver demanda, o hardware permite que [as trocas manuais] sejam desenvolvidas. A mudança é simples.” No caso da saída do escapamento voltada para baixo, e não integrada à ponteira cromada, o executivo também citou exigências da regulamentação. “Todo carro tem que passar por pass-by noise. E, quando a saída é para baixo, é mais fácil passar do que para cima. Se você tiver ela para cima, além do risco de não passar, a temperatura do equipamento pode danificar qualquer parte plástica”, disse. Conhecida como “ruído de passagem”, essa medição usa microfones para verificar se o veículo ultrapassa o limite máximo de som permitido. O teste é obrigatório para a homologação de todos os carros vendidos oficialmente no Brasil e é conduzido pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) em conjunto com o Ibama. A ausência de trocas manuais de marcha, o escapamento com ponteiras apenas decorativas e, sobretudo, o atraso nas retomadas de velocidade pesam contra a esportividade, que é um dos principais atrativos do GS3. Mesmo com essas ressalvas, o GS3 se mostra mais ágil e potente do que o Volkswagen Nivus GTS, por exemplo. O SUV de proposta esportiva da Volkswagen custa mais caro que a versão topo de linha do GS3: Volkswagen Nivus GTS: R$ 189.690; GAC GS3 Elite: R$ 159.990. O Nivus leva vantagem no porta-malas, ponto em que o GS3 perde para muitos dos SUVs concorrentes. Ele também é superior no acerto de suspensão, embora a diferença seja menor do que a vista em outros modelos chineses. No teste, considerando uma escala em que de um lado está a maciez excessiva típica de alguns carros chineses e, do outro, a rigidez maior dos modelos da Volkswagen, o GS3 se posiciona mais próximo do padrão da Volks. Embora o GS3 tenha mostrado firmeza e bom controle da carroceria em velocidades mais altas na rodovia Anhanguera, que liga São Paulo (SP) a Campinas (SP), o volante se revelou leve demais. Tanto em baixas quanto em altas velocidades, a sensação transmitida pelo volante lembra algo artificial, pouco consistente. Essa leveza vem de uma assistência elevada, que ajuda bastante em manobras e estacionamentos, especialmente para quem não usa o sistema automático para baliza que o carro tem. Em contrapartida, pode causar insegurança até mesmo em vias com limite de 40 km/h. Um ajuste para tornar a direção elétrica mais firme conforme a velocidade aumenta seria suficiente para corrigir esse comportamento. Vale a pena? O maior ativo do GAC GS3 é o preço. Ele custa menos do que os concorrentes, oferecendo mais potência, acabamento macio em várias áreas, câmera de visão 360 graus, visual esportivo, bom desempenho e um pacote tecnológico robusto. A principal desvantagem segue sendo o porta-malas. Quem tem família grande, costuma viajar com frequência ou precisa de espaço para carrinho de bebê pode desgostar do lançamento. Em praticamente todos os outros cenários, o GS3 se destaca por entregar mais e cobrar menos.

Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto de gasolina em Vélizy-Villacoublay, perto de Paris. Alain Jocard/AFP Um levantamento da TruckPag, empresa que faz gestão de frotas, mostra que o preço do diesel no Brasil já chegou a uma média de R$ 7,22 nesta quarta-feira (19). No início da guerra do Oriente Médio, no final de fevereiro, o preço médio era de R$ 5,74. As informações da empresa vêm de mais de 143 mil transações de compra de diesel em 4.664 postos. Cerca de 94% desses postos estão em rodovias. Nos últimos 30 dias, 81,9% dessas transações foram feitas por caminhões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Evolução diária do preço do diesel no Brasil segundo dados da TruckPag Arte / g1 Na última semana a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já havia registrado aumento de 11% no preço do diesel, comparado à semana anterior. Os dados oficiais de preços da ANP são publicados semanalmente. Os preços são coletados nos três primeiros dias úteis da semana, analisados e divulgados, geralmente, na sexta-feira. Isso causa algum atraso para mostrar variações bruscas. "Num choque como esse, onde os preços subiram quase 1% ao dia, essa janela de atraso da ANP é significativa", explica Kassio Seefeld, CEO da TruckPag. “Na prática, nossos dados mostram que o preço transacionado no posto já subiu quase R$ 1,50 na média nacional desde 28 de fevereiro”, diz Seefeld. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Estados com maiores aumentos O levantamento da TruckPag mostra que alguns estados tiveram subidas expressivas desde 28 de fevereiro. Na região Norte, Tocantins viu o litro do diesel aumentar 37,1%. Já no Nordeste, o Piauí registrou alta de 28%. O diesel em Goiás registrou a maior subida no Centro-Oeste, com 29,2%. São Paulo teve aumento de 27% e ficou no topo no Sudeste. Na região Sul, Santa Catarina teve o maior aumento: 29,9%. Aumento do preço do diesel em R$ e em percentual, dados da TruckPag Arte / g1 Guerra pressiona preços Os preços do barril do petróleo e derivados registraram fortes altas nas últimas semanas. Ataques a refinarias e reservas, além do impasse pelo Estreito do Ormuz, pressionam o mercado. “Cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado e precificado direto no mercado internacional. Quando o barril sobe 80% em 20 dias, esse diesel chega mais caro no porto e a distribuidora não tem como absorver. O repasse vai para o posto, e do posto vai para o transportador”, explica Seefeld. Variação de preço do diesel por estado segundo dados da ANP Arte / g1 O diesel é um combustível fundamental para a logística da economia brasileira. Quando o preço sobe, o impacto vai dos caminhoneiros ao valor dos alimentos, de produtos industriais e de serviços. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, essa pressão sobre a inflação brasileira pode começar a aparecer em cerca de um mês, a depender da intensidade do conflito e de quanto pode durar o fechamento do Estreito de Ormuz. Nas últimas semanas, o governo federal anunciou diminuição de tributos e um subsídio de R$ 0,32 para o diesel. Porém o efeito ainda não é sentido nas bombas dos postos. Saiba mais na reportagem abaixo. Petróleo em alta encarece diesel e gasolina; veja como guerra pesa no bolso do brasileiro

BYD não contratou 10 mil chineses para fábrica em Camaçari, na Bahia g1 Vídeos e publicações que ganharam força nos últimos dias nas redes sociais afirmam que a instalação do complexo industrial da BYD no município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, envolveria a chegada em massa de trabalhadores chineses ao Brasil. Segundo essas narrativas, cerca de 10 mil estrangeiros estariam sendo trazidos para ocupar empregos e formar uma espécie de "cidade chinesa" no local. É #FAKE. selo fake g1 No entanto, a informação é falsa e resulta na distorção de dados reais sobre a geração de empregos no projeto. Documentos oficiais e posicionamentos enviados ao "Globo" pela empresa e pelo governo do estado da Bahia indicam que não há previsão de envio massivo de trabalhadores estrangeiros e que a prioridade é a contratação de mão de obra brasileira, especialmente local. 🛑 Como é o post? O conteúdo circula principalmente em vídeos nas redes sociais, que mostram estruturas de grande porte sendo construídas e são descritas como o início de uma "cidade chinesa" em solo baiano. As publicações sugerem que milhares de estrangeiros estariam sendo levados para ocupar vagas que deveriam ser destinadas a trabalhadores locais, além de levantarem suspeitas sobre acordos entre autoridades brasileiras e a empresa. Parte desse conteúdo foi amplificada por agentes políticos. Em um dos vídeos, o deputado estadual Leandro de Jesus (PL-BA) afirma: "Olha aí o que o [presidente] Lula, o [governador] Jerônimo [Teixeira] estão fazendo aí com a Bahia. Entregando a Bahia pra China e um monte de chinês invadindo aí o nosso estado [...]. A Bahia vai ser invadida pela China de vez". Outro vídeo com teor semelhante foi publicado pela comentarista Karina Michelin, do programa "Sem Rodeios", da Gazeta do Povo, reforçando a narrativa de que haveria uma estrutura para abrigar milhares de estrangeiros e até impactos políticos futuros. "O Globo" procurou o deputado e a comentarista, mas não havia tido resposta até a última atualização desta checagem. ⚠️ Por que é falso? A afirmação de que 10 mil chineses serão levados para Camaçari não é verdadeira. O número citado nas publicações se refere, na realidade, à estimativa de empregos que o projeto deve gerar — majoritariamente ocupados por brasileiros. Em resposta ao "Globo", a BYD foi categórica: "Não. Essa informação é falsa. A BYD não vai trazer trabalhadores chineses em grande escala para Camaçari". A empresa detalhou que: atualmente, o complexo conta com cerca de 3.200 trabalhadores brasileiros diretamente ligados à operação; as obras são realizadas por empresas contratadas, que empregam cerca de 3.700 trabalhadores, também brasileiros; ao todo, já são aproximadamente 6.900 trabalhadores brasileiros no projeto; há previsão de abertura de mais 3.000 vagas, com prioridade para mão de obra local; e o total deve chegar a 10 mil trabalhadores brasileiros até 2026. Ou seja, o número que circula nas redes foi retirado de contexto: trata-se da projeção de empregos gerados, não de trabalhadores estrangeiros. Por dentro da BYD: veja como é feita a montagem dos carros na Bahia ▶️ O que é fato? O que existe, de fato, é a implantação de um grande complexo industrial no local onde funcionava a antiga fábrica da Ford em Camaçari. A operação da montadora começou de forma gradual: a primeira das 26 instalações do complexo entrou em funcionamento em outubro de 2025, quando a empresa informou ter mais de 1,5 mil colaboradores. Em dezembro, ao ultrapassar a marca de 2 mil trabalhadores, o presidente da companhia no Brasil, Tyler Li, afirmou que cada nova contratação representa "a oportunidade de gerar impacto positivo na vida das pessoas e no desenvolvimento de Camaçari e da Bahia". A empresa também indica que novas vagas seguem sendo abertas atualmente, com candidaturas feitas por meio de canais como o SineBahia, o CIAT e plataformas digitais de recrutamento. Como a BYD é uma empresa chinesa, é esperado que técnicos e especialistas da matriz participem da implantação das operações e da transferência de tecnologia, prática comum em projetos industriais desse porte. Ainda assim, a empresa afirma que a maior parte dos trabalhadores no local é brasileira. As estruturas exibidas nos vídeos, por sua vez, são alojamentos ligados às obras. Segundo a empresa, o "complexo em construção foi planejado como alojamento para brasileiros, como forma de buscarmos formar e reter os melhores profissionais". 📝 O que diz o governo da Bahia O governo do estado da Bahia também reforçou que o projeto prevê prioridade para trabalhadores brasileiros, com regras contratuais estabelecidas: "De acordo com o contrato firmado entre o Estado da Bahia e a BYD, a empresa deve priorizar a contratação de mão de obra local necessária à implantação e operação da sua unidade industrial localizada em Camaçari, observando o percentual mínimo obrigatório de 70% (setenta por cento) de trabalhadores brasileiros. Com isso, instrumento contratual estabelece a previsão de geração de 10 mil empregos diretos até o ano de 2028. No ano de 2025, os resultados apresentados pela empresa demonstram um desempenho superior ao pactuado. A BYD registrou a geração de 4.409 empregos diretos e terceirizados em sua planta industrial, ultrapassando significativamente a meta contratual prevista para o período, que era de 3.500 postos de trabalho. Destaca-se, ainda, que 93% desse contingente é composto por mão de obra nacional". 📌 Denúncias trabalhistas e contexto Parte dos vídeos também associa o projeto a denúncias de trabalho análogo à escravidão. Esse ponto tem base em fatos reais, mas também aparece descontextualizado nas publicações. Uma reportagem do jornal "The Washington Post", publicada em 14 de março, abordou condições degradantes envolvendo operários chineses ligados às obras. O caso, no entanto, não é recente. Em dezembro de 2024, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que uma força-tarefa resgatou 163 trabalhadores em situação de vulnerabilidade no canteiro de obras e identificou 471 chineses trazidos de forma irregular ao país. Em junho do ano seguinte, o Ministério Público do Trabalho autuou a empresa por condições análogas à escravidão. Após investigações e diligências, a BYD e empreiteiras firmaram um acordo judicial de R$ 40 milhões, com indenizações individuais e coletivas. Apesar dessas irregularidades, os episódios não têm relação com a narrativa atual de “invasão”. As investigações tratam de condições de trabalho em obras específicas, e não de uma política de migração em massa. A própria dinâmica do canteiro mostra a presença significativa de brasileiros. Em dezembro de 2025, por exemplo, trabalhadores locais realizaram paralisações por melhores condições de trabalho, episódio registrado por veículos da imprensa brasileira, o que evidencia que a força de trabalho do projeto é majoritariamente nacional. 🔎 Conclusão É falso que 10 mil chineses serão levados para Camaçari em uma "invasão". O número citado nas redes sociais corresponde à estimativa de empregos gerados pelo projeto, majoritariamente destinados a trabalhadores brasileiros. Embora haja presença pontual de profissionais estrangeiros, como técnicos e engenheiros, isso não configura migração em massa nem substituição da mão de obra local. A narrativa viral distorce informações reais e cria um cenário sem base nos dados oficiais. BYD não contratou 10 mil chineses para fábrica em Camaçari, na Bahia g1 Veja também O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre EUA e Irã O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)








