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Leapmotor compensa pouca bateria com potência e tecnologia O novo Leapmotor B10, com visual minimalista e preço de R$ 182.990, é mais um integrante da lista cada vez maior de SUVs elétricos chineses disponíveis no Brasil. Com concorrentes como BYD Yuan Pro (R$ 182.990), Omoda E5 (R$ 209.990) e GAC Aion V (R$ 219.990), o SUV elétrico da Leapmotor cumpre bem sua função, mas peca em originalidade e criatividade. O g1 passou uma tarde ao volante do B10 para avaliar se ele tem atributos suficientes para se destacar em um mercado tão disputado. O percurso incluiu um curto trajeto urbano em São Paulo (SP) e 75 quilômetros de estrada até Cabreúva (SP). Veja nesta reportagem as principais percepções sobre o novo SUV da Leapmotor: Espírito minimalista Leapmotor B10 divulgação/Leapmotor Começando pelo visual externo, o Leapmotor B10 não se destaca pela criatividade. Basta observar outros SUVs médios de marcas chinesas para perceber que muitos dos elementos presentes nesses modelos também aparecem aqui. Entre as principais características, estão: frente com grade bastante reduzida, escondida abaixo da placa; luzes de rodagem diurna separadas do conjunto principal dos faróis; linhas simples e discretas, com poucos ângulos marcados; logotipo da fabricante aplicado em um ângulo pouco chamativo; tampa do porta-malas quase alinhada ao para-choque; maçanetas embutidas na carroceria; nome da fabricante escrito por extenso na tampa do porta-malas. Se, por um lado, a falta de originalidade é evidente e faz com que o modelo possa ser facilmente confundido com SUVs chineses rivais, por outro, o formato da carroceria favorece a aerodinâmica e contribui para uma maior autonomia da bateria a cada recarga. Não é bonito nem criativo, mas cumpre bem sua função. Leapmotor B10 Por dentro, a inspiração nos modelos da Tesla é evidente. O B10 traz: teto solar panorâmico fixo, sem abertura; central multimídia de 14,6 polegadas, que concentra a maioria dos comandos, incluindo ajustes dos retrovisores, controle dos faróis e até a abertura da cortina do teto solar; revestimento macio ao toque, mas sem variação visual de textura ou cor; volante com apenas quatro botões e duas rodas giratórias, cujas funções mudam conforme o menu selecionado; câmbio posicionado atrás do volante; ativação do piloto automático pela mesma alavanca do câmbio; chave em formato de cartão. Leapmotor B10 divulgação/Leapmotor Se o interior tem pouca personalidade própria, ao menos há um ponto que chama a atenção: uma série de furos localizados à frente do passageiro, ao lado do motorista. Na China, a própria Leapmotor vende acessórios e enfeites que podem ser encaixados nesse espaço. Há opções como bonecos, luzes e até uma pequena bandeja semelhante às usadas em aviões. No Brasil, esses acessórios ainda não são vendidos oficialmente, mas os encaixes estão presentes e podem ser usados livremente, por exemplo, para prender uma sacola ou bolsa. Leapmotor B10 divulgação/Leapmotor Central multimídia com respostas rápidas e boa qualidade gráfica Do ponto de vista tecnológico, um dos destaques é o chip Snapdragon SA8155P. Segundo a Qualcomm, fabricante do componente, ele é capaz de exibir conteúdo em até três telas ao mesmo tempo, todas em alta definição. O chip também oferece conexão 4G e é compatível com o Android Automotive, sistema utilizado em carros de marcas como Chevrolet e Volvo. No Leapmotor B10, esse chip é responsável por comandar toda a central multimídia, além das câmeras e sensores que auxiliam o motorista. Isso permite respostas mais rápidas do sistema, como o envio de alertas e a identificação correta dos veículos ao redor, bem como das faixas de circulação disponíveis. O componente também influencia diretamente a qualidade das imagens, animações e efeitos exibidos na central multimídia. Há até efeitos visuais que simulam reflexos na água em movimento, criados em tempo real, mesmo quando o usuário toca e gira a representação tridimensional do veículo. Durante todo o teste, a interface não apresentou travamentos, falhas nem lentidão. Logo ao ligar, tudo já funcionava com uma qualidade gráfica que lembra a de um PlayStation 5. Isso também se aplica ao sistema do carro e conta pontos bastante positivos para o Leapmotor B10. Leapmotor B10 divulgação/Leapmotor Boa dirigibilidade em cidade e estrada No asfalto, enquanto o Leapmotor C10 deixou a sensação de que recebeu poucos ajustes pensados para o público brasileiro, o B10 apresentou um acerto mais adequado. A posição de dirigir é mais elevada, como se espera de um SUV médio, e agradou. Em termos simples, o B10 tem uma suspensão mais firme. A Leapmotor afirma que componentes como a suspensão traseira, a rigidez das molas e o ajuste dos amortecedores passaram por melhorias. Esses ajustes puderam ser percebidos tanto na absorção de impactos de buracos menores e emendas de pontes na cidade quanto na maior estabilidade da carroceria em curvas mais rápidas na estrada. O motor, por sua vez, pode passar a sensação de ser mais fraco. Isso não se deve aos 218 cv de potência, mas à força nas arrancadas, medida pelo torque, que no B10 é de 24,5 kgfm. Leapmotor B10 divulgação/Leapmotor Ainda assim, o B10 não apresentou dificuldades em ultrapassagens na cidade nem em velocidades mais altas na estrada. Vale destacar que, durante o teste, havia dois adultos a bordo. Um ponto importante é que a tração atua apenas nas rodas traseiras. O B10 controla bem esse comportamento e evita sustos para quem não está acostumado a esse tipo de condução — algo raro entre SUVs, já que a maioria utiliza tração dianteira. Um efeito negativo dessa configuração é o volante excessivamente leve. O Leapmotor B10 não chega a ter uma direção solta como a famosa Kombi, mas, ainda assim, é possível fazer curvas com facilidade exagerada, girando o volante com apenas um dedo. Vale a pena? Leapmotor B10 divulgação/Leapmotor No fim das contas, o Leapmotor B10 pode fazer sentido para alguns perfis específicos de clientes, como: Quem busca um carro com fabricação nacional, já que ele será produzido em Goiana (PE); Quem deseja um SUV elétrico chinês, mas com o respaldo da Stellantis, grupo que controla marcas como Fiat e Jeep; Quem procura um SUV elétrico com experiência de condução mais próxima à de um Tesla; Quem prioriza tecnologia e recursos digitais em vez de foco absoluto na condução. Fora desse grupo, o Leapmotor B10 acaba ficando atrás dos concorrentes em alguns aspectos. O principal deles é a autonomia da bateria: com 288 km, perde para os 345 km do Omoda E5, 389 km do GAC Aion V, 351 km do MGS5, 304 km do Chevrolet Captiva EV e 349 km do Geely EX5. Outro ponto negativo é o excesso de minimalismo, influência clara da chamada “teslização” dos veículos, especialmente entre os modelos chineses. Embora agrade a um público específico, há quem se incomode com a ausência de botões físicos para funções básicas, como ligar ou desligar os faróis, abrir o teto solar ou ajustar os retrovisores laterais — tudo concentrado na central multimídia. Ainda assim, o teste ao volante foi positivo dentro do que se espera da proposta do carro. Mesmo sem números chamativos de potência e torque, não faltou força em ultrapassagens na estrada. O conjunto de suspensão também agradou. Para encerrar, o Leapmotor B10 está entre os modelos mais baratos da categoria. Na mesma faixa de preço, apenas o BYD Yuan Pro custa o mesmo ou menos que o SUV avaliado.

Preço do diesel registra primeira queda nos postos de combustíveis Jornal Nacional/ Reprodução O preço médio do diesel na bomba recuou 0,2% e ficou em R$ 7,43, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Essa é a primeira redução desde o começo do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Ainda de acordo com o levantamento, a gasolina teve redução de apenas R$ 0,01 no preço médio, ficando em R$ 6,77. O etanol também registrou queda, para R$ 4,69. Veja mais detalhes no gráfico abaixo: Desde que os bombardeios começaram, na madrugada de 28 de fevereiro, as incertezas sobre a duração e a intensidade do conflito fizeram o preço do barril do petróleo subir de forma acentuada. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Desde então, os preços do Brent, referência internacional, chegaram a disparar mais de 60%, alcançando o patamar de US$ 118,32 por barril. Na última sexta-feira (11), os preços do petróleo tipo Brent fecharam cotados a US$ 94,33, queda de 1,66% em relação ao dia anterior. As oscilações do petróleo no mercado internacional também se refletiram no Brasil. Na primeira semana de março, o preço do diesel ao consumidor subiu R$ 0,05, para R$ 6,08, segundo a ANP. No dia 14 do mesmo mês, o valor já havia alcançado R$ 6,80. O avanço dos preços acendeu o alerta no governo federal, que vem, desde então, anunciando medidas para tentar frear o aumento do diesel — entre elas a proposta de subsídios e a isenção de impostos federais. Fiscalização ajuda, diz entidade Segundo Rodrigo Zingales, diretor da Associação Brasileira de Revendedores de Combustíveis Independentes e Livres (Abrilivre), ainda é cedo para sentir os efeitos das medidas do governo nas bombas. “Acredito que o aumento da fiscalização sobre os preços praticados pelas distribuidoras seja a razão dessa estabilidade”, diz Zingales. Nas últimas semanas, a ANP e a Polícia Federal têm realizado operações para fiscalizar distribuidoras e postos. O objetivo é coibir a prática de preços abusivos, inclusive na venda do gás de cozinha. A ANP também criou um novo canal para denúncias de irregularidades. Veja aqui como fazer a denúncia. Como são formados os preços do diesel? Uma série de fatores influenciam o cálculo dos preços cobrados dos consumidores nas bombas. A maior fatia da composição de preços responde pela parcela de remuneração das refinarias. Veja abaixo como o preço é formado: Como é formado o preço do diesel Arte/g1

Posto de gasolina. MPCE/ Divulgação A Agência Nacional do Petróleo (ANP) abriu nesta semana um novo canal para denúncias de irregularidades em postos de combustíveis, revendas de GLP (gás de cozinha) e outros agentes regulados. A medida vem em meio ao debate cada vez mais frequente sobre a comercialização de combustíveis adulterados e ocorre após a agência ter intensificado a fiscalização para identificar possíveis aumentos abusivos nos postos, diante das oscilações do preço do petróleo no mercado internacional em razão da guerra no Oriente Médio. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a ANP, a iniciativa também visa “direcionar as informações de forma mais ágil, permitindo que a equipe de fiscalização organize a apuração dos fatos”. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda de acordo com a agência, o Portal FalaBR passará a receber apenas: a solicitação de informações em geral; sugestões, elogios, reclamações, informações ou dúvidas sobre serviços prestados pela ANP; e denúncias contra servidores da agência. "O telefone 0800 970 0267 (ligação gratuita) continua ativo e pode ser utilizado para qualquer tipo de manifestação. A divisão de temas entre o novo formulário e o Portal FalaBR se refere apenas ao envio eletrônico", informou a ANP em nota. Como denunciar um posto de combustível? Segundo a ANP, a denúncia deve ser feita por meio do preenchimento do formulário exclusivo, seguindo as orientações abaixo: O cidadão deve informar o CNPJ do estabelecimento (exceto em casos de revenda ou atividade clandestina). Nos postos de combustíveis, essa informação costuma estar disponível em placas de identificação instaladas na área externa ou interna do local, em quadros de avisos obrigatórios ao consumidor, em local visível, e também em notas fiscais, cupons fiscais ou comprovantes de pagamento. Nas revendas de GLP, a informação geralmente pode ser encontrada na fachada ou na área interna de atendimento, em placas ou quadros informativos visíveis ao consumidor, com identificação da empresa e da autorização, além de constar em recibos, notas fiscais ou comprovantes de entrega do botijão. Ao relatar uma denúncia ou reclamação, o cidadão não deve informar dados pessoais nem qualquer informação que possa identificá-lo. O relato deve conter apenas a descrição dos fatos relacionados ao estabelecimento ou à atividade questionada. Veja o passo a passo Acesse o formulário de denúncia e reclamação da ANP (clique aqui para acessar); Selecione, entre as opções, qual agente regulado será alvo da reclamação e clique em "Avançar"; Marque o tipo de denúncia que deseja fazer e clique em "Avançar"; Informe o CNPJ do posto, selecione o produto relacionado e preencha as demais informações de localização do agente regulado. Depois, clique em "Avançar"; Detalhe o ocorrido com o máximo de informações possível. ⚠️ Atenção: Nunca coloque suas informações pessoais. Depois, clique em "Enviar".








