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Jaecoo 5 anda bem e é econômico, mas escorrega em alguns detalhes Mostrando que há vida além de BYD e GWM entre os carros chineses, a Omoda&Jaecoo tenta repetir seu maior acerto de portfólio. O Omoda 5 é hoje o terceiro carro híbrido mais vendido do país, atrás de BYD Song e GWM Haval H6. Agora, o lançamento Jaecoo 5 bebe na mesma fonte dos pontos fortes do "irmão": parece maior do que realmente é e traz um preço agressivo (a partir de R$ 154.990) para colocar uma dúvida na cabeça de compradores de SUVs tradicionais a combustão, como Hyundai Creta e Volkswagen T-Cross. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O g1 testou o Jaecoo 5 por mais de 200 km para descobrir seu potencial de mercado e se ele chega para embolar a briga dos SUVs compactos. Galerias Relacionadas Maior do que parece? O visual quadradão, que lembra uma Land Rover em miniatura, ajuda na sensação de que o carro é maior. Tem também uma posição de dirigir mais elevada e uma ampla área envidraçada para o motorista. Mas seus 4,38 m de comprimento são apenas 9 centímetros a mais que um Jeep Renegade. Motorista e passageiro da frente têm bastante espaço até as laterais do console. No banco de trás, com o banco dianteiro ajustado para uma pessoa de 1,65 metro, sobrava mais de um palmo entre os joelhos e a parte traseira do encosto. Galerias Relacionadas Na largura, a sensação era a mesma e, graças ao assoalho plano, há conforto para um terceiro ocupante até em viagens mais longas. A disposição faz com que o Jaecoo pareça mais confortável para os ocupantes do que o Omoda 5, que é seis centímetros mais longo. O acabamento continua privilegiando superfícies macias ao toque em vez de plástico rígido, mas esse cuidado não se estende às portas traseiras. Nelas, a percepção é de um acabamento mais simples e menos refinado. O porta-malas também é mais espaçoso: são 410 litros de capacidade, contra 372 litros do Omoda 5. A diferença significa espaço para uma mala a mais em viagens. O porém é que a bateria de 12V fica acomodada abaixo do assoalho do porta-malas. Ela rouba espaço e deixa o carro sem lugar para um estepe. Jaecoo 5 divulgação/Jaecoo A experiência para o motorista começa a perder pontos no painel de instrumentos. Ele é digital, mas tem mostradores fixos que lembram o display do Renault Kwid que antecedeu a atual versão do compacto. Esse tipo de painel está presente em todas as versões do Jaecoo 5, que chegam perto dos R$ 180 mil. Se, por um lado, esse painel deixou uma impressão negativa, por outro há um ponto positivo. O Jaecoo 5 manteve o acabamento minimalista visto no Jaecoo 7, mas trouxe o ajuste dos retrovisores para onde precisa estar: o apoio de braço da porta do motorista - no Jaecoo 7 os ajustes estão dentro da central multimídia. No restante, a lista de equipamentos é um dos destaques do novo SUV. Como é comum nos carros chineses, há uma central multimídia generosa, de 13,2 polegadas — a maior entre os concorrentes —, além de seis alto-falantes na versão de entrada e oito na topo de linha. Initial plugin text O sistema de assistência ao motorista também é bem completo. Ele conta com auxílios na frenagem automática para evitar acidentes, alerta de ponto cego e no piloto automático adaptativo. Fica devendo só no centralizador de faixa que ficou de fora. Ao volante O Jaecoo 5 tem o mesmo motor 1.5 turbo de 224 cv de seu irmão maior, o Jaecoo 7. Mas é perceptível o trabalho da marca no isolamento acústico da cabine e na calibração do conjunto para deixá-lo menos barulhento. A atuação do motor elétrico também é mais frequente, o que ajuda a reduzir os ruídos e o consumo de combustível. Um ponto negativo chamou a atenção: há um atraso considerável entre o comando no pedal do acelerador e a resposta do Jaecoo 5 nas arrancadas. O Jaecoo 7, que é um híbrido plug-in, pareceu mais ágil, já que o motor elétrico entra em ação mais rapidamente e seu torque instantâneo deixa as respostas mais ariscas. Ainda assim, na comparação com os SUVs a combustão, nenhum concorrente tem um conjunto mecânico semelhante. O mais potente da lista é o Honda HR-V, com 177 cv. A média entre os rivais é de 115 cv, quase a metade dos 224 cv oferecidos pelo Jaecoo 5. Em uma faixa de preço semelhante, o Renegade é o único "híbrido" disponível. Ele utiliza um sistema leve, bem mais simples e em que o motor elétrico não movimenta as rodas. Ele até ajuda a economizar combustível, mas o ganho é bem menor do que em um híbrido pleno. Na estrada, onde a potência extra faz diferença, foi possível realizar ultrapassagens com mais segurança, mesmo com a demora na resposta do sistema ao acelerar com mais força. Foi preciso adotar uma margem maior de cautela nas manobras, mas o resultado foi satisfatório para um motor que ultrapassa os 200 cv. Ficha técnica do Jaecoo 5 arte/g1 Um problema dentro de casa Há um problema para o Jaecoo 5 dentro da própria linha da marca: Jaecoo 5 Prestige (topo de linha): R$ 179.990 no lançamento e, depois, R$ 184.990; Jaecoo 7 Elite: R$ 189.990. Com uma diferença de preço ínfima, de apenas 2,7% no preço, o Jaecoo 7 tem sistema híbrido plug-in e uma bateria 10 vezes maior, o que permite rodar 80 km apenas no modo elétrico e amplia significativamente a economia de combustível. A autonomia total passa de 800 km para 1.200 km. No Jaecoo 7, o painel de instrumentos oferece mais opções de personalização. A central multimídia tem o mesmo tamanho, de 13,2 polegadas, mas fica na posição horizontal, em vez da vertical. O motor também é mais potente, com 279 cv, e o porta-malas passa de 410 para 500 litros. O Jaecoo 7 ainda é maior em todas as dimensões, inclusive no espaço para as pernas dos ocupantes da segunda fileira. Jaecoo 5 divulgação/Jaecoo Vale o passe? No fim das contas, o Jaecoo 5 reúne mais qualidades do que defeitos, a ponto de fazer seus problemas parecerem menos relevantes. Com potência quase duas vezes maior que a dos rivais movidos apenas a combustão, sem aumento no consumo graças ao sistema híbrido, único na faixa dos R$ 155 mil, o modelo oferece uma economia que acompanha o proprietário durante toda a vida útil do veículo. O acabamento mais caprichado e o espaço interno, normalmente encontrados em utilitários que disputam o segmento de SUVs médios, completam a lista de pontos positivos. Os pontos positivos são suficientes para compensar o painel de instrumentos, que transmite a impressão de estar bem atrás do que oferecem Volkswagen, Hyundai e até mesmo a Chevrolet, a mais simples entre as três. Seus principais rivais estão dentro da própria marca. O Omoda 5 reúne quase todas as qualidades do Jaecoo 5, mas aposta em um visual que deixa de lado a inspiração nos utilitários tradicionais e segue uma proposta mais alinhada ao uso urbano. Também há o Jaecoo 7, que custa menos de 3% a mais que a versão mais cara do Jaecoo 5 e entrega um conjunto mais atrativo, com maiores dimensões, mais equipamentos e um sistema híbrido mais avançado.

Jaecoo 5 divulgação/Omoda&Jaecoo A Omoda&Jaecoo lançou o Jaecoo 5, SUV compacto híbrido produzido na China que custa a partir de R$ 154.990. Diferentemente de modelos eletrificados vendidos na faixa dos R$ 200 mil, que disputam mercado com outros chineses, o Jaecoo 5 busca atrair compradores de Volkswagen T-Cross, Chevrolet Tracker, Jeep Renegade, Hyundai Creta e Honda HR-V. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Para compensar o menor conhecimento da marca entre os consumidores, o Jaecoo 5 aposta em uma lista mais recheada de equipamentos, ficha técnica robusta e visual que remete a utilitários feitos para o fora de estrada. Essa proposta off-road aparece nas linhas retas da carroceria, na posição de dirigir mais elevada, nos vidros amplos e na grade frontal de destaque. Ela também se reflete nos acessórios oficiais vendidos pela marca, que incluem uma plataforma no teto, bolsa lateral e até uma escada para acesso à estrutura. Agora no g1 É a mesma fórmula adotada no Jaecoo 7, mas em proporções menores e com um visual que lembra modelos da Land Rover, especialmente o Evoque e o Velar na traseira, além do Defender na escada lateral opcional. Debaixo do capô está o mesmo conjunto mecânico do Omoda 5. Ele combina um motor 1.5 turbo a gasolina, com 135 cv, a um elétrico de 204 cv. Jaecoo 5 Juntos, eles entregam 224 cv de potência e 30,1 kgfm de torque. A bateria tem 1,83 kWh e é recarregada pelo próprio sistema. Segundo a fabricante, o consumo de gasolina é de 15,5 km/l na cidade e 13,7 km/l na estrada. Se por fora o Jaecoo 5 é uma versão menor do 7, por dentro as diferenças entre os dois são pequenas. Isso porque o novo modelo mantém o mesmo apelo minimalista do irmão mais velho. O acabamento, majoritariamente macio ao toque da dianteira em diante, mantém o mesmo visual em todo o veículo. Os botões, que já eram poucos no Jaecoo 7, foram reduzidos ainda mais no 5. Jaecoo 5 divulgação/Omoda&Jaecoo Ao menos o controle dos retrovisores laterais deixou de ser feito exclusivamente pela central multimídia e agora fica onde deveria estar: ao lado dos comandos dos vidros. A central multimídia tem tela vertical de 13,2 polegadas, enquanto o painel de instrumentos é praticamente o mesmo do Jetour S06. Ele é digital, mas traz elementos fixos que não permitem qualquer personalização. Jaecoo 5 divulgação/Omoda&Jaecoo Um detalhe que chamou a atenção é que o painel de instrumentos não exibe o consumo de combustível. Para acompanhar a economia, ou mesmo o gasto excessivo em uma viagem, é preciso acessar a informação pela central multimídia. Para isso, é necessário deixar o espelhamento de Apple CarPlay ou Android Auto, já que o sistema substitui a projeção para exibir esse dado. Versões e preços do Jaecoo 5 Jaecoo 5 O Jaecoo 5 chega ao Brasil em duas versões, ambas com o mesmo motor, bateria e dimensões de carroceria: Jaecoo 5 Comfort, por R$ 154.990 (R$ 159.990 após o lançamento): Central multimídia de 9 polegadas; Painel digital de 8 polegadas; Sistema de som com 6 alto-falantes; Ar-condicionado digital de duas zonas, com saída traseira; 6 airbags; Câmera de ré; Sensor de chuva; Faróis com projetor; Piloto automático. Jaecoo 5 Prestige, por R$ 179.990 (R$ 184.990 após o lançamento): Central multimídia de 13,2 polegadas; Sistema de som com 8 alto-falantes; Sistemas de auxílio ao motorista; Piloto automático adaptativo; Câmera em 360º; Rack de teto; Sensores de estacionamento dianteiros; Teto solar panorâmico; Bancos com ajustes elétricos e ventilados; Luz ambiente; Abertura elétrica do porta-malas; Carregador de celular por indução; Chave presencial. Ficha técnica do Jaecoo 5 arte/g1 E a concorrência? Até a chegada do Jaecoo 5, não há outro carro híbrido com esse sistema na mesma faixa de preço no Brasil. O mais próximo em custo é o Omoda 5 (R$ 164.990), mas fora da própria casa é o Toyota Yaris Cross, que parte de R$ 172.390, R$ 17,4 mil a mais. A concorrência mais próxima do modelo está entre os SUVs compactos a combustão citados no início desta reportagem. São eles: Volkswagen T-Cross Comfortline: R$ 173.790; Chevrolet Tracker LTZ: R$ 164.890; Jeep Renegade Longitude T270 MHEV: R$ 158.690; Hyundai Creta Comfort: R$ 156.590; Honda HR-V EX: R$ 166.400. Na comparação com os SUVs a combustão, nenhum concorrente tem um conjunto mecânico semelhante. O mais potente da lista é o Honda HR-V, com 177 cv. A média entre os rivais é de 115 cv, quase a metade da potência oferecida pelo Jaecoo 5. O Renegade é o único híbrido disponível nessa faixa de preço, mas utiliza um sistema bem mais simples, que não movimenta as rodas como no Jaecoo 5 e proporciona uma economia de combustível menor. O Jaecoo 5 tem porta-malas de 410 litros e perde apenas para o Hyundai Creta, com 422 litros de capacidade. O novo SUV chinês, porém, não tem estepe, mesmo com espaço disponível para acomodá-lo. A lista de equipamentos também é mais completa no novo SUV. A central multimídia é a maior entre os concorrentes, ele traz seis alto-falantes na versão de entrada e 8 na topo de linha, além de um sistema mais avançado de assistência ao motorista. O único ponto que deixa a desejar é o painel de instrumentos. Entre os concorrentes, ele é o mais simples e limitado. Preço agressivo segue a estratégia do Omoda 5 O Omoda 5, que tem o mesmo motor do Jaecoo 5 e se diferencia principalmente pelo visual interno e externo, ganhou destaque no mercado de SUVs eletrificados graças ao preço agressivo e à boa lista de equipamentos. Foi um dos primeiros carros da marca no Brasil. A fabricante chegou ao país ainda pouco conhecida e, em 2026, o modelo já é o terceiro híbrido mais vendido do país. Na comparação com outro lançamento de preço semelhante, o Toyota Yaris Cross híbrido, o Omoda 5 registrou 57,26% mais emplacamentos no ano. Até o Toyota Corolla Cross, um SUV de categoria superior e que carrega o nome de um dos modelos mais conhecidos da marca japonesa, vendeu menos que o Omoda 5 no período. Veja o ranking dos híbridos mais vendidos entre janeiro e agosto de 2026: BYD Song: 45.096 emplacamentos; Haval H6: 32.248 emplacamentos; Omoda 5: 15.080 emplacamentos; Jaecoo 7: 11.772 emplacamentos; BYD King: 11.248 emplacamentos; Toyota Corolla Cross: 10.596 emplacamentos; Toyota Yaris Cross: 9.589 emplacamentos; Toyota Corolla: 9.156 emplacamentos; Leapmotor C10: 3.620 emplacamentos; GWM Tank 300: 3.471 emplacamentos.

Leapmotor B10 REEV divulgação/Leapmotor A Leapmotor lançou a versão híbrida do B10 no Brasil por R$ 179.990. O modelo é praticamente idêntico ao 100% elétrico, mas traz um sistema "às avessas", em que o motor a combustão não movimenta as rodas, mas funciona como gerador para recarregar a bateria que alimenta o motor elétrico. A tecnologia é chamada de REEV, sigla em inglês para veículo elétrico de autonomia estendida. Esse é o mesmo sistema usado no Leapmotor C10 híbrido, irmão mais velho do B10, vendido no Brasil desde novembro de 2025. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O B10 utiliza um motor 1.5 aspirado como gerador de eletricidade e tem bateria de 18,8 kWh. Com o tanque cheio e a bateria totalmente carregada por meio do sistema plug-in, o B10 promete autonomia de até 900 km. O motor elétrico no eixo traseiro, com 218 cv de potência e 24,5 kgfm de torque. Ele pode rodar até 68 km em modo elétrico. Em carregadores rápidos (46 kW), a bateria passa de 30% para 80% da carga em 18 minutos. Já na recarga lenta (6,6 kW), leva 3h30. Agora no g1 Leapmotor B10 REEV Entre os equipamentos, estão: Acabamento macio ao toque, predominante na cabine; Sistema de abertura das portas com cartão NFC, tecnologia semelhante à usada em pagamentos por aproximação; Central multimídia destacada do console, com tela de 14,6 polegadas; Sete airbags; Câmera voltada para o motorista que monitora seu nível de atenção; Visual minimalista, com poucos botões físicos, inclusive sem comandos físicos para o controle dos retrovisores laterais; Sistema de condução semiautônoma de nível 2, que mantém uma distância segura do veículo à frente e o carro centralizado na faixa; Teto solar panorâmico; Rodas de aro 18 polegadas. Leapmotor B10 REEV divulgação/Leapmotor Pouca coisa muda em relação ao B10 100% elétrico. Quase todas as diferenças estão no interior do veículo: Novo desenho das lanternas traseiras, agora interligadas de uma lateral à outra; Ajustes elétricos dos bancos com mais opções de regulagem; Resfriamento dos dois bancos dianteiros; Abertura do porta-malas pela central multimídia; Rebatimento elétrico dos retrovisores; Apoio de braço no banco traseiro; Iluminação interna personalizável; 12 alto-falantes, ante 6 no B10 elétrico. Leapmotor B10 REEV Ficha técnica do Leapmotor B10 REEV arte/g1 Como fica a concorrência Com o B10, a Leapmotor pode ganhar mais fôlego na disputa com as rivais chinesas que lideram o mercado. Entre janeiro e agosto de 2026, os brasileiros preferiram os híbridos plug-in, com baterias maiores e que podem ser recarregados em eletropostos. Eles responderam por 64% das vendas no período, ante 37% dos híbridos plenos. Apesar do porte e da faixa de preço semelhantes, o Leapmotor C10 híbrido vendeu o equivalente a apenas 8% do volume registrado pelo rival BYD Song nos nove primeiros meses de 2026, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE): BYD Song (na somatória de todas as versões): 45.096 unidades; GWM Haval H6 (na somatória de todas versões) 32.248 unidades; Omoda 5: 15.080 unidades; Jaecoo 7: 11.772 unidades; BYD King: 11.243 unidades; Toyota Corolla Cross: 10.596 unidades; Toyota Yaris Cross: 9.589 unidades; Toyota Corolla: 9.156 unidades; Leapmotor C10: 3.620 unidades; GWM Tank 300: 3.471 unidades.








